Novos hábitos de consumo: rumo à vida simples.

Revista ÉPOCA -

Atualmente, as prioridades de consumo têm retratado perfeitamente a realidade econômica da sociedade. Só investir naquilo que realmente vale a pena tem sido um requisito básico para aqueles que desejam estar com todas as contas em dia ao final do mês.

Sustentando a ideologia do novo milênio, este conceito tem sido muito útil quando se trata de lidar com os efeitos mais ásperos da crise econômica. E nesse sentido, descartar o supérfluo é um dos mandamentos mais importantes da nova frugalidade.

Sendo assim, a Revista Época do dia 05 de janeiro de 2009 divulgou uma matéria que aborda os novos hábitos de consumo adotados pela população. De acordo com a revista, em função da crise, os consumidores estão sendo obrigados a repensar suas despesas, e o objetivo principal tem sido satisfazer suas necessidades básicas.

A matéria ressalta o conceito de simplicidade voluntária, que define a tentativa de se viver com menos necessidades, e afirma que há grande probabilidade de que a crise leve mais gente a adquirir produtos e serviços com bom valor agregado. Ou seja, consumidores de todos os mercados passaram a adotar um novo modelo de compras: ao mesmo tempo em que preferem lojas com descontos, investem significativamente em categorias que ofereçam gratificação emocional.

Viver com menos pode, contudo, significar uma vida mais plena, e a valorização de uma vida simples, ganha impulso com valores como a sustentabilidade. Pontos de vista como estes, podem ser comparados ao do Movimento Viridiano.

O Movimento Viridiano, criado há dez anos por um grupo de ecologistas americanos, sob o lema “pouco é bom” prega a valorização da qualidade dos objetos mais utilizados em nosso dia-a-dia, livrando-se de tudo o mais considerado supérfluo. Dentre os objetos citados como os mais valorizados está o colchão, fundamental ao bem-estar do ser humano, já que passamos pelo menos oito horas diárias, ou um terço da vida sobre dele. De acordo com o movimento, é nestes objetos mais importantes que devemos investir mais e procurar por aqueles de melhor qualidade.

A reportagem demonstra, ainda, que apesar de o orçamento apertado nos obrigar a rever nossas escolhas de consumo pensando racionalmente no destino de nosso dinheiro, há como fazer substituições inteligentes, sem abrir mão dos prazeres que exigem orçamentos generosos.

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